quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Retrospectiva 2012 - Parte 2 - O Melhor do Ano

Muitas vezes temos pessoas na nossa vida que se auto-entitulam (não sei se tem hífen ou não!) "amigos de infância". Sim, aqueles que supostamente te acompanham em tudo o que você faz, desde que você se conhece por gente, que te chamam de "irmãos por escolha", etc, etc. 

Então, eu achava que tinha uma dessas até este ano, quando por motivos que não convêm aqui relatar percebi que ela não era tão irmã assim minha. Ok, 25 anos de amizade jogados no lixo. Mas, até aí, não foi um "rompimento" brusco. Foi uma amizade que foi morrendo aos poucos, por falta de interesse de uma das partes (porque a outra também cansou de correr atrás - eu). Então não foi nada traumatizante.

Em contrapartida, nesta mesma época, acabei conhecendo pessoas que ao longo do ano descobri serem maravilhosas. Pessoas com quem eu saí pra balada, pro barzinho, pro cinema, pro teatro, pra roubadas e até pra viajar.

Pessoas que quando eu precisei, estavam do meu lado, ouvindo minhas reclamações, me aguentando ser chata e tendo meus piripaques, me confortando, me ajudando (inclusive com um furto de celular numa terra inóspita - Buenos Aires! Kkkkkk), me fazendo rir... E quando eu não precisei, também estavam do meu lado, nem que fosse só pra dar uma simples volta no shopping pra bater um papo, contar as novidades da semana.



Eu sei que um dos meus grandes defeitos é me apegar rápido às pessoas. Outro é esperar muito delas. Mas essas pessoas que eu conheci me deram tudo o que eu mais quis na vida até hoje: me encaixar em algum lugar na vida.

Eu tive uma adolescência difícil. Eu não era a menina mais querida da escola. Aliás, eu não era querida de forma nenhuma. Eu era deixada de lado até mesmo por aqueles que se diziam meus amigos. Não existia esse negócio de bullying na proporção que existe hoje. Ninguém nunca me passou a mão na cabeça porque eu era maltratada (sim, eu não era simplesmente ignorada. Adolescentes, quando querem, sabem ser cruéis). Nem mesmo quando eu cheguei a ser agredida por um marmanjo dentro das dependências da minha querida escola.

E logo que eu saí de lá, eu comecei a namorar. E essa é uma história mais do que batida aqui (pra quem costuma ler o blog). Enfim... E nesse namoro eu desisti da minha vida pra viver a vida do meu parceiro, largando os poucos amigos que eu tinha. Passei a ser amiga dos amigos deles. Mas sempre fica aquela dúvida: "eles gostam de mim por mim, ou por ser a namorada dele"?. Hoje eu sei que, pelo menos alguns deles, gostam de mim, por mim, porque mantiveram a amizade e o contato até hoje.

Enfim, eu nunca tive o que essas pessoas que eu conheci neste ano me deram: o sentimento de beloging. De saber que alguém (além da minha família, claro), se preocupa comigo. De ser convidada pros programas, seja um simples cinema, ou uma mega viagem. Ou simplesmente pra jogar uma conversa fora no chat do facebook. Ou pra perguntar simplesmente se eu estava bem e precisando de alguma coisa. Essas pessoas grudaram em mim quando tentei afastá-las. Elas perguntavam "tá tudo bem?" esperando para ouvir a resposta.

Estas pessoas sim me fizeram me sentir querida. Seja pela companhia pessoal/virtual de todo dia, seja pra me ligar e me desejar boa viagem em todas as vezes que eu viajei sozinha este ano.

Isso em menos de um ano. Em um ano, eu conheci meus novos "amigos de infância". E este, sem a menor sombra de dúvida, foi o melhor presente que eu ganhei este ano! A ponto de pessoas que conheceram nós juntos, se surpreenderem de nos conhecermos há tão pouco tempo.

Obrigada a todos vocês! Amo vocês!

domingo, 16 de dezembro de 2012

Interlúdio

Um fato sobre mim: eu me apego muito. Tanto às coisas, quanto às pessoas. Tenho ursinhos de pelúcia da minha idade (ou seja, mais velhos do que muita gente que eu conheço!). Um ganhei quando nasci. O outro, foi meu primeiro presente de fim de ano. O último, que vira e mexe me faz companhia durante o sono, ganhei do meu irmãozinho querido, quando ele nasceu.

Talvez eu dê significado demais às coisas (e às pessoas), mais do que elas merecem e que muitas vezes, perdem esse significado durante o tempo e deviam ser jogadas no lixo. Mas eu tô lá, guardando todas elas.

Atualmente me encontro muito apegada a uma coisa que devia jogar fora, porque se desgastou. Mas que eu ainda estou cheia de sentimentos por ela. Minha sapatilha vermelha.

Sei que parece bobo. Ainda mais pra mim que de 5 em 5 minutos tô comprando um sapato novo. Mas a sapatilha vermelha é toda especial!

A começar de quando eu a comprei. Estava eu lá no shopping, um pouco antes de viajar pra Buenos Aires sem intenção nenhuma de comprar sapatos (juro!). Mas aí minha querida amiga Evi entrou na loja à busca de botas. E eu a acompanhei. Resultado: nada de botas e as duas saíram de lá com a mesma sapatilha, na mesma cor, no mesmo número.

E a partir de então, ela quase não saiu do meu pé!

Porque ela é tão importante? Ela esteve comigo em todos os lugares que eu fui. Foi comigo andar pela Nove de Julio e visitar o obelisco em Buenos Aires. Perambulou comigo pela Oxford Street, pelo British Museum e pelos Parques de Londres. Pisou comigo no Louvre, nos Jardins de Versailles e Luxemburgo e por várias ruas de Paris. Penou comigo no trajeto Lisse-Amsterdã, caminhando até o ponto de ônibus, até o trem e da Centraal Station até onde queria chegar. Deu seus rolês em Cuzco. Sambou pela cidade Maravilhosa (pelo menos tentou né?). Sem contar que me carregou pro trabalho e pra vários passeios aqui por São Paulo mesmo!


Como me desfazer de algo que me acompanhou em tão bons momentos? Que me fez tão boa companhia? É verdade que depois de tanto uso ela ficou campenguinha (pra não dizer destruída!).


A verdade é que, apesar de tudo, temos sempre que limpar o velho pra deixar o novo entrar. Seja com coisas ou com pessoas.

Quanto à minha sapatilha, ela estará eternizada na memória e nas fotos! Mas tá na hora dela ter seu merecido descanso! E de eu comprar um par de sapatilhas novas! ;)

Nota da autora: Interlúdio é um intervalo entre dois grandes atos. Meu primeiro grande ato foi minha retrospectiva sobre as minhas viagens! O segundo grande ato está por vir! ;)

domingo, 9 de dezembro de 2012

Retrospectiva 2012 - Parte 1 - Viagens

Deixa eu ver a frase que mais ouvi esse ano... "Nossa Fefa, você vive de férias". Ou talvez tenha sido: "Nossa Fefa, você só viaja!". Hummmm... Queria viver de férias, só viajando! Mas não é bem assim! Verdade, viajei muitoooooo esse ano. Admito, tirei a barriga da miséria! Mas eu me devia isso, pra cada ano perdido, uma viagem! ;)

Comecei o ano em Mongaguá. O que eu prefiro nem comentar. Mas acredito que se lá não é o inferno, com certeza é a filial aqui na Terra! Na mesma semana, voltando de Mongaguá, fui pra Camburi com duas amigas. Acampar. Sim, eu acampei. Quando eu vou fazer isso de novo? Provavelmente nunca! Maaaas... Valeu a pena sim, ficar acampada um dia só pra aproveitar um belo dia de sol na praia!


Viagem seguinte: Ilha de Páscoa, Easter Island, Isla de Pascua, Rapa Nui. Como eu gostei de lá! Mas fiquei lá o tempo necessário: 4 dias. Mais do que isso ia enjoar. Porque por mais instigantes, misteriosos e interessantes que sejam, os moais enjoam uma hora ou outra. Foi a primeira vez que eu vi um vulcão de pertinho (a primeira vez que vi um vulcão foi no Atacama, mas foi de longe). Foi onde eu aprendi a comer camarão! E ganhei uma amiga com quem falo até hoje e é uma pessoa espetacular! (Sol, adoro vc e sua mamis!). (Escrevi sobre isso aqui: http://fefamind.blogspot.com.br/2012/05/fantasy-island.html)


Depois, Buenos Aires! Depois de tantas viagens sozinha, minha primeira viagem acompanhada de duas grandes amigas! Olha, posso ter conhecido lugares belíssimos, muito mais que Buenos Aires! Mas esta, por enquanto (ainda tenho duas viagens pela frente), foi a melhor viagem do ano! A cidade eu já conhecia, então não houveram muitas novidades. Mas foi a primeira vez que fiquei num hostel. E agradeço todos os dias por ter ficado lá! Conheci uma pá de pessoas, diferentíssimas! Umas que eu converso até hoje e vou lembrar sempre com carinho e guardar no coração. Outras, nem tanto! Mas acontece! ;) Enfim, nem ter o iPhone surrupiado por um porteño maldito estragou a viagem! E o que eu sempre digo: o que aconteceu em Buenos Aires, fica em Buenos Aires, mas eu e minhas amigas ainda rimos muito quando lembramos de tudo! (Escrevi sobre isso aqui: http://fefamind.blogspot.com.br/2012/08/buenos-aires-te-quiero.html)


Europa... Ahhhhh Europa! Meu grande sonho realizado! Ainda não fui pro meu destino mais desejado (a Grécia!). Mas, Londres, Paris e Amsterdã deram conta do recado! Londres é definitivamente a cidade que eu gostaria de morar. Multicultural, rápida e funcional! Underground, underground... Como eu te amo! Mas amo também o metrô de Paris, que funciona tão bem quanto. Só que, Paris é muito linda pra ficar se andando de metrô. É mais gostoso andar a pé mesmo, observando uma cidade completamente histórica. Torre Eiffel, acho que até hoje é meu monumento preferido! E antes de continuar, tenho que fazer a menção honrosa à maravilhosa família de Aracaju que me acolheu e me fez companhia enquanto estávamos nos mesmos destinos! E Amsterdã, ô povo simpático! Por mais que tenha sido mega corrido (porque a minha agente fez a c***da de me colocar numa cidade 1:30hs de distância), adorei! Passeei de barquinho nos canais, comi no Hard Rock Cafe a primeira vez na vida! E percebi que ser "tudo liberado" não resulta necessariamente em caos. Daria certo aqui no Brasil? Sinceramente, acho que não. É uma questão cultural que requer uma maturidade do povo, o que nós não temos. (Escrevi sobre isso aqui: http://fefamind.blogspot.com.br/2012/09/realizando-sonhos.html)


Cusco/Machu Picchu! Outro destino exótico da minha lista, checked. Não consigo escrever muitas linhas sobre lá. Ainda não sei se é bloqueio mental ou se é simplesmente porque é tão incrível que não existem palavras que expliquem. Tempo curto para conhecer tudo, foi cansativo, mas lindo! Apesar de que haviam horas de cansaço tão grande que já não conseguia mais nem sorrir pra foto! Ganhei Lima de brinde. Amei, quero voltar com calma! Aliás, ainda faz parte dos meus planos fazer uma viagem: Cusco/Machu Picchu - Linhas de Nazca, Lago Titicaca (o qual eu sobrevoei e falei: noooossa, é tão grande que parece mar) - Copacabana (não é Rio, é Bolívia!) - La Paz - Salar de Uyuni - Atacama. Preciso de um amigo aventureiro como eu como companhia! Alguém me acompanha? (Escrevi sobre isso aqui: http://fefamind.blogspot.com.br/2012/11/aventurando-pelo-mundo.html)




Rio de Janeiro... O Rio de Janeiro continua lindo, mesmo debaixo de chuva! E mesmo com sumiços repentinos! Enfim... Dessa vez deu pra conhecer o Rio um pouco melhor. Pra começar, ficamos em Copacabana, pertinho da praia! Deu pra bater um papo com Drummond, fazer um touch com Caymmi e conhecer  o Forte de Copacabana, que tem uma vista linda! Sugar Loaf, meu lugar preferido, com a vista mais bonita de todas, infelizmente, nublada. Noite na Lapa com direito à passeata de mendigo batendo lata. Crixxxto encoberto, descoberto, cheio de gente mal educada em volta. Lagoa Rodrigo de Freitas com a Árvore de Natal semi montada. Caminhada no Leblon (ahhhh Leblon!). Por fim, uma prainha com mergulho no mar (com escândalo no mar, né Evi?), um pingo de sol, shopping de canga, biquíni e chinelo e Jardim Botânico.

 

O ano tem 365 dias. Minhas viagens duraram cerca de 60 dias (entre férias, feriados e fins de semanas! Não, eu não tenho 60 dias de férias, por mais que eu quisesse ou merecesse). Mas me deram muito mais que uma vida! "Viajar é mudar a roupa da alma", já dizia Mario Quintana. É exatamente isso: é capacidade que te dá de rever a vida, de rever conceitos, dogmas que você mesmo criou para você. É a possibilidade que você tem de mudar depois de ter vivido algo diferente. Se eu vou deixar de viajar? Jamais! Espero que no ano que vem tenha muitas outras! =)

domingo, 25 de novembro de 2012

E o Rio de Janeiro Continua Lindo...

Tenho que confessar. Desde que me conheço por gente não curto o Rio. E muito menos os cariocas. Coisa de paulixxxta. Quer dizer, não CURTIA (pronto cunhadinha, fica brava comigo não! ;)).

Esta história mudou no ano passado, quando eu fui pro Rio pela primeira vez assistir ao my beloved Sir Paul McCartney e seu conserto na Cidade Maravilhosa. E como é maravilhosa. Voltei de lá amando!

Tive a oportunidade de voltar este ano pra lá. Desta vez com um grupo de amigas (às vezes mais divertido, às vezes mais dificultoso de decidir as coisas, entretanto, apesar da correria e do cansaço, o saldo foi positivo). Desta vez pude ver e conhecer muito mais que no ano passado. Já que no ano passado, o foco da minha companhia de viagem era Paul, Paul, Paul, Paul, Paul (ok, eu gosto dele, mas estou numa cidade diferente, logo, quero conhecer!).

Nossa viagem começa dentro do táxi rumo à Rodoviária. Pois, optamos de livre e espancada vontade a ir de busão, mesmo com seis horas (menos que Tupã, vai!) de viagem (Tempo é dinheiro. Neste caso, mais tempo, menos dinheiro!). Apaguei completamente e não vi nadica de nada, quando acordei, já estava no Rio (brigada pelo remédio santo Paulets!).

Ficamos num hotel em Copacabana e chegamos lá por volta das 7hs da manhã, mortas de fome. Logo, first thing: tomar café e ir pra praia! \o/

Ir pra praia foi algo que não fiz na minha primeira visita ao Rio (Ssim, e toda vez que eu conto isso segue-se a frase "como assim???"). Então tava feliz porque ia conhecer um dos pontos mais famosos e badalados do mundo: a praia de Copacabana. E lá se foram as princesinhas do mar... E esperamos, esperamos, esperamos e nada do tempo abrir...



Sim caros e estimados leitores deste blog. Conseguimos pegar o Rio com um tempo horrível, nublado e com chuva. Cansamos de ficar na praia e resolvemos andar no calçadão. 

E no meio do caminho tinha uma estátua. Tinha uma estátua no meio do caminho! A famosa estátua de Carlos Drummond de Andrade, com quem bati mó papo. Ele é meu poeta preferido! Também tinha uma estátua de Dorival Caymmi.



E chegamos no Forte de Copacabana. Foi legal ver uns canhões assim tão de pertinho. E a vista do Pão de Açúcar de lá é muito bonita (mesmo com o tempo fechado). Demos uns rolês lá dentro e de lá fomos almoçar. Camarão, claro.



À tarde fomos ao meu lugar preferido de todo o Rio, o Pão de Açúcar. Já havia ido no ano passado. A vista é estupenda. Maaaas... Olha a chuva! Ficou escuro e caiu um toró. Tentamos esperar pra ver se passava, mas não. A galera comprou capas de chuva (eu me recusei!) e fomos embora.



Com a trégua da chuva à noite, fomos conhecer a boemia da Lapa e seus maravilhosos Arcos. E seus não tão maravilhosos frequentadores. Não estou generalizando! Por favor não me entendam errado (Tenho amigos cariocas que batem ponto na Lapa se bobear todo dia!). Mas me diz: como a gente acerta justo a noite em que tem uma manifestação bate lata de mendigos? Whatever...



Dia seguinte, fomos conhecer o Crixxxto. Nada, nada colaborou nesse dia. Queríamos ir de trem, claro. Chegamos às dez horas para comprar ingresso. Mas o próximo trem disponível partiria apenas a uma hora da tarde! Conclusão, vamos socados numa van mesmo. Chegando lá, mais fila. Fila pra comprar ingresso, fila pra pegar mais van (para subir ao Corcovado)...

Pausa para indignação: em nenhum dos lugares aceitavam cartões, de débito ou crédito. Não havia nenhum caixa automático. Filas imensas e falta de informação. Como, como que o Rio vai ser uma das cidades sede da Copa do Mundo e das Olimpíadas? (Não que São Paulo esteja melhor). Precisa ver isso, produção!

Enfim... É claro que eu queria ver o Cristo Redentor, uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno (sendo outra Machu Picchu, então já fiz dois de sete, um dia chego lá! ;)). Mas sinceramente, não sei se foi o tempo encoberto, a muvuca mal educada das pessoas passando por cima da gente daquele jeito, e o nervoso que eu passei. Não sei se é pelo fato de ser judia. Mas, não me impressionou em nada. Respeito o que ele significa pra muita gente, afinal, estamos num país de maioria esmagadora Cristã. Mas no meu caso, foi indiferente, não senti nada.



Descendo do Corcovado (com mais de uma hora de espera para isso), fomos almoçar num restaurante bacaninha e passear pela Lagoa Rodrigo de Freitas (onde já estava sendo montada a Árvore de Natal). Eu achei lá bem bonito e agradável. Tem um ciclofaixa e as pessoas caminham ou correm em volta. Se eu morasse no Rio, acho que seria um lugar que eu frequentaria sempre (Ou pelo menos tentaria! Como tenho tentado com o Parque do Ibirapuera).



Caminhamos um pouco no calçadão das praias do Leblon e Ipanema e voltamos para o hotel para descansar um pouco. Pretendíamos ir de noite ao badalado Rio Scenarium. Queríamos né? Mas não fomos. A chuva, que tinha dado uma trégua, se fez presente novamente. A fila, estava imensa. O barzinho do lado, vazio! Bora pra lá! Camarões e risadas (depois do mal humor chuva/fila) foi uma noite super agradável.

O dia seguinte o sol resolver dar as caras. Timidamente, mas deu. Fomos aproveitar a praia, então, né? Entrei até no mar (fiz escândalo, né Evi?). Lagartixamos um pouco (peguei um semi-bronze) e resolvemos almoçar onde? Na praia de paulixxxta: no shopping! De chinelo havaiana e saída de praia. Sabe quando eu ia assim no shopping em São Paulo? Tipo nunca! Mas lá, ninguém nem olha torto pra você!



Pra encerrar o tour pela cidade, visitamos o Jardim Botânico. Bizarro foi ver um casal tirando fotos para o casamento. Poses pitorescas com um péssimo gosto. E lá tinha bastante planta... E é só! Pelo menos do que vimos não tenho muito a acrescentar!



E aí, dá-lhe mais seis horas de viagem de busão, com aula pra assistir logo chegando aqui!

Eu acho que o Rio de Janeiro continua lindo. Mesmo com chuva, encoberto, cheio de gente e tudo mais... Mesmo com uns sumiços repentinos por aí... Enfim, é uma bela cidade, com bonitos monumentos naturais, coisas que não temos em São Paulo. Faz realmente jus ao título de Cidade Maravilhosa e recomendo a todos aqueles que ainda não foram, conhecê-la. Mas por hora, minha cota de Rio já deu. Ainda existem muitas outras cidades tão ou mais bonitas que tenho que conhecer.

"O Rio de Janeiro continua lindo... O Rio de Janeiro continua sendo... O Rio de Janeiro, Fevereiro e Março... Quem sabe de mim sou eu... Aquele abraço... Prá você que me esqueceu... AQUELE ABRAÇO!!!"

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Aventurando pelo mundo...

Há um tempo atrás eu jamais me animaria em ir conhecer o Deserto do Atacama. Vamos combinar, o que há pra ver num deserto? Bom, só quem foi lá pra saber o quanto um deserto pode ser tão lindo!

Com essas voltas que a vida dá, comecei a me interessar por estes lugares "exóticos". E aí, depois de ir pro Atacama, quis ir pra Ilha de Páscoa. Belíssima, também! E voltando de lá, fiquei com todas as lombringas agitadas para conhecer Machu Picchu.

Juntei a fome com a vontade de comer. Logo voltando de Rapa Nui, apareceu piscando com luzes de neon uma promoção no Groupon para uma viagem Cusco/Machu Picchu (sim, eu acertei essa viagem ANTES de acertar a Europa, mas fui depois).

Ao contrário das minhas viagens com destinos "extravagantes" anteriores, uma amiga topou vir comigo. Então dessa vez, eu fui acompanhada! (Brigada pela companhia Rê! ;))



Começamos tudo indo pro aeroporto de madrugada e com 5hs de viagem até Lima, onde fizemos uma escala rápida, para partir rumo a Cusco. Chegamos de tarde. Foi o tempo de se trocar e sair para fazer o nosso primeiro passeio, em Cusco mesmo: Qorikancha e a Catedral de Santo Domingo.

Em Qorikancha eu comecei a visualizar a grandeza da cultura Inca. Sério, construções que duram séculos e séculos, que foram , inclusive, reaproveitadas pelos conquistadores espanhóis, sem sequer usar argamassa. Sim, as pedras eram colocadas de forma a se encaixar perfeitamente e à prova de terremotos. Impressionante a inteligência deles.



Em Santo Domingo observamos como se deu a incorporação da cultura cristã pela inca. Não tenho fotos, porque por ser uma Catedral, não podíamos "sacar unas fotitos". Mas acreditem, tudo se deu de uma forma beeeeeeeem colorida. Colorida até demais. Não sei, eu como não seguidora da religião cristã, aqui no Brasil, vejo as Igrejas, os ícones, tudo de forma muito sóbria, séria. Definitivamente os incas trouxeram cor pra religião. Incorporando-a completamente.

Pra arrematar o dia, comemos num restaurante com o pessoal que, como a gente, comprou a viagem pelo Groupon, e que estavam todos no mesmo grupo! Comi ceviche (que aprendi a comer em Easter Island) e pollo.

Dia seguinte, acordar cedo, beber chá de coca pra enfrentar a looonga e íngrime caminhada em Machu Picchu. Antes das 7hs da matina pegamos o trem rumo a Águas Calientes. Trem mais engraçado na volta que na ida (depois conto porque). Na ida tivemos serviço de bordo com direito à café da manhã (e dá-lhe chá de coca). Só que eu nunca vi um trem tão demorado!

Chegamos em Águas Calientes e ainda faltava um ônibus pra chegar até Machu Picchu. E chegamos. Acho que não consigo descrever o que senti quando cheguei lá. Não existem palavras. Observar do alta as ruínas daquela cidadela que persistem até os dias de hoje é simplesmente inenarrável. Só estando lá pra saber, sentir, ver. Nem as fotos traduzem, por mais bonitas que sejam. Caminhamos boa parte do dia por entre as montanhas, ruínas e llamas.



E voltamos por aquele trem. Aí o serviço de bordo já não era tão bom, só serviram bebidas (enjooei do chá de coca, além disso, eu não sentia dificuldade de respirar). Mas, de repente aparece um cara todo caracterizado como se fosse uma carranca dançanado uma música típica (que a gente também já não aguentava mais ouvir), tirando várias moças para dançar. Dentre elas, eu claro. Lá fui eu dançar com o monstrinho. Se fosse só isso, tava bom! Mas não, tinha mais! Eles passavam vendendo roupas feitas d elã de alpaca. Mas pra tornar tudo mais divertido (divertido pra quem, oi?) eles pegavam as moças para desfilar as roupas. Encarnaram em mim, lógico. Lá foi a Fefa desfilar DUAS VEZES (sim, duas vezes, é duro ser gostosas! hahahaha) no meio do trem que balançava mais que lambada. Chegamos mortas, pronta pra deitar e dormir!

Último dia de Cusco, fomos conhecer os arredores. Primeiro, Sacsayhuamán, antiga capital do Império Inca, com suas pedras à prova de terremoto. Depois, Tampumachay, que simbolizava o culto da água, sendo conhecido como Banho Inca. Após, ida ao Vale Sagrado dos Incas, com direito a artesanato, segurar llamitas no colo, ver uma fábrica de prata, NÃO VER pobres porquinhos da índia assados (sim, comida típica de lá) e um almoço no meio do nada, mas num lugar bem bonitinho (e com carne de alpaca, essa eu não resisti, e gostei muito!).



Por fim, Ollantaytambo, um sítio arqueológico inca, onde se encontra o Templo do Sol. Mais escadas para subir, metade do grupo desistiu e ficou na feirinha de artesanato, eu e o casal simpático de Floripa (Alessandra e Kléber) fomos os corajosos. Mas cada escadinha valeu a pena pra ter aquela vista privilegiada. Mesmo que a gente só tenha imaginado onde ficava a pirâmide que a nossa guia tentou nos explicar. A sensação é bem próxima a daquilo que sentimos em Machu Picchu.



À noite, neste dia, ganhamos um jantar num jantar no centro da cidade, em Cusco (porque a agência não nos colocou nos hotéis anunciados no Groupon). Enfim, ganhamos gato, por lebre. O restaurante estava vazio. Tudo que pedíamos não tinha (não tinha carne de alpaca!). Enfim, valeu pela diversão. E a Rê e eu fomos conhecer a baladinha cusquenha para ver o que pegava, o Mama África. Reaggeton, acho que odeio mais que sertanejo. Era o que tava tocando quando chegamos. Mas enfim, esperamos um pouquinho para ver se melhorava. Acho que o ponto alto foi tocarem CHORANDO SE FOI, todo mundo levantando e dançando (inclusive a gente). Depois de Shakira, Black Eyed Peas, Beyoncé uns raps doidos fomos, é claro, coroados com a internacionamente famosa AI SE EU TE PEGO (dancei sim, não nego, pago quando puder), que foi, o que sou obrigada a admitir, o que salvou a noite.

Dia seguinte, acordamos, tivemos um perrengue, demos uma última volta na cidade e começamos a voltar. Nossa volta incluía uma escala de nada mais, nada menos que 12 horas em Lima. A princípio pareceu ruim, hoje tenho certeza que foi o melhor que aconteceu! Pudemos dar uma volta rápida nessa linda cidade e conhecê-la um pouco. Comemos à beira do mar (camarones), passeamos pela linda Miraflores, toda florida, bm cuidada com seus parapentes e vimos o pôr do sol num deque de um observatório comendo picarones (um doce que é semelhante a um bolinho de chuva todo melado!). E deu tempo de voltar e ficar 4hs no freeshop!



Meu saldo dessa viagem é positivo. Foi tudo muito rápido, sem muito tempo para absorver tudo. Mas com certeza estou feliz de ter conhecido este lugar tão incrível, tão inexplicável. Tudo que posso dizer é que recomendo para quem quiser conhecer, porque infelizmente, não existem palavras para descrever Machu Picchu! =)

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Realizando sonhos...

Desde que eu me conheço por gente, meu maior sonho era viajar para a Europa. Conhecer onde a história aconteceu. Estar nos lugares em que eu estudei nas aulas de História (e fora delas também).

Este ano encasquetei que faria isso de qualquer jeito. E fiz. Lá fui eu com a minha malinha (malona e que voltou com tipo 10kgs há mais... E mais umas 3 outras malas pra acompanhar! kkk) rumo a realização desse sonho.

Primeira parada Londres. Como eu amei essa cidade! Definitivamente se eu pudesse escolher um lugar para morar, eu escolheria lá. Uma cidade em que tudo funciona, extremamente cosmopolita, em que todos te respeitam, não importando se você é branco, negro, cristão, judeu, mulçumano, indiano, tatuado, punk (Obs.: sim, eu sei do caso Jean Charles, mas eu não estou falando de política, estou falando da população em geral e de como eu me senti mais uma no meio de todos)... Há lugar para todos!

O metrô é lindo (#Underground)! Realmente leva para todos os lugares. As pessoas que estão fora do trem esperam as que estão dentro saírem para poder entrar. As pessoas que não estão com pressa ficam do lado direito da escada rolante para dar passagem aos demais à esquerda. Enfim, imagina o choque que eu levei quando voltei e tive que pegar o metrô pela primeira vez aqui em São Paulo... Eu queria chorar!

Museus gratuitos. O que quer dizer cultura de graça. Minha primeira parada em Londres foi o British Museum. Como eu amei esse museu. Verdade, é um museu construído à base de saques e tudo mais. Mas poder ver com meus olhos ao vivo e em cores parte da cultura grega e egípcia tão de pertinho assim, foi emocionante... Fui também no Natural History Museum, mas me irritei com as filas que não andavam nunca e as crianças chatas que não paravam quietas!

Museus pagos também, porém, imperdíveis. Madame Tussauds, com suas incríveis estátuas de cera, lugar em que eu pude ver meu ídolo Freddie Mercury de alguma forma (já que impossível de fazê-lo nos dias de hoje...). Museu do Sherlock Holmes, super bem feito, parece que realmente existiu um Sherlock e um Dr. Watson morando naquele 221B da Baker Street.



Monumentos históricos. O Big Ben, the Houses of the Parliament, the Buckingham Palace, Abadia de Westminster, Trafalgar Square, Coluna Nelson, Tower of London, Tower Bridge... O River Thames que é um monumento histórico natural por si só... E como eu andei nas margens desse Rio, sem perder a London Eye de vista! =)

Os Parques imensos. Desculpa, eu peguei chuva feia em Londres. Chuva de verão, daquelas que se fosse em São Paulo, parava tudo. Mas eu não achei Londres uma cidade cinza, como dizem. Pelo contrário, achei bem verde. Vira e mexe você cai numa praça ou num parque. Por exemplo, a estação de metrô na qual se desce para ir ao Buckingham Palace fica dentro de um parque. Regent's Park imeeenso, cismei de andar ele todinho até encontrar o Zoo. O Hyde Park com o Speaker's Corner.



Prét a Manger que salvou minha vida! Sim, vivi à base de sanduíches, mas quem queria perder tempo comendo quando se tinha tanta coisa pra fazer e tão pouco tempo pra dispor?

Uma cidade olímpica. Uma cidade paraolímpica. Eu vi a tocha paraolímpica atravessar a Abbey Road. Acho que foi uma das coisas mais emocionantes que eu vi na minha vida. Londres estava toda enfeitada, com bandeiras de todos os países. E muito bem orientada. Eu nem precisava andar com o mapa, porque tudo era muito fácil de se encontrar.



E da Inglaterra à França, puff, 30 minutinhos! Da terra do chá pra terra do croissaint num passe de mágica!

Confesso que quando entramos em Paris, de ônibus, me lembrei muito da Zona Leste daqui de São Paulo. Com todas aquelas alças de acesso, acho que não foi uma primeira vista muito bonita daquela cidade. Mas depois eu aprendi que aquilo era apenas o entorno da cidade Luz.

Meu primeiro passeio por Paris foi de noite. E que linda é aquela cidade! Fui recebida por Paris e sua belíssima Torre Eiffel toda iluminada com uma bela lua cheia ao lado. Inesquecível... Minha primeira vista do Arco do Triunfo, eu quase chorei de emoção! #AquiSeFezHistória

Paris é mais bonita que Londres, sem dúvida. Se eu morasse em Londres, passaria todos os finais de semana em Paris! Também é uma cidade em que tudo funciona, inclusive o metrô que leva para todos os lugares, dentro e fora da cidade. Fui a Versailles de trem em menos de meia hora.

Paris é um museu a céu aberto, para onde vc olha existe coisa para ver. A construção em perspectiva. Eu comecei a andar saindo do Louvre e sua pirâmide controversa. Passei pelos Jardins das Tuileries. Pela Praça da Concórdia e o lindo Obelisco de Luxor, cheguei na Champs Elysèes verde e consumista, e dei de cara com o Arco do Triunfo ao final. Amava caminhar por lá. Do Pantheon e seus túmulos de diversas personalidades francesas aos Jardins de Luxemburgo, ao Museu D'Orsay ao Campo de Marte. Andei, andei, andei, até encontrar!

Nunca fui em tanto museu em toda minha vida. Louvre... Nossa, simplesmente sem palavras pra descrever... A Monalisa fica pequena perto das demais obras (but always smiling). Mas a obra que me fez verter lágrimas foi a Vênus de Milo. Aquilo que eu sempre vi nos livros de história estava ali escancarado na minha frente. Não tinha como não me emocionar. Museu de Rodin, Museu D'Orsay e os impressionistas (amei Renoir e suas paixão por retratar gatos), o próprio Palácio de Versailles era um museu. Um museu que conta a história do mundo. E que tem o jardim mais lindo que já vi em toda minha vida.

Torre Eiffel e eu: uma história de amor... Vê-la de baixo, subir nela. Ver Paris todinha branquinha de cima. E  o longo Rio Sena. Ver do Campo de Marte, ver dos Jardins do Trocadéro... Ver de longe, ver de perto... Deitar na grama e só admirar... Ai meu Deus que saudades que tenho dela!



Última parada, Amsterdã. Nem vou falar do rolo que minha agente fez e me colocou em Lisse. Uma cidade a 1h30mins de Amsterdã, sendo que eu tinha só 2 dias e meio pra aproveitar. Quer dizer, com essa brincadeira ficaram só dois dias. E um ônibus até o aeroporto e um trem de distância. Ops, eu não ia falar né? Kkkkk! Não importa. Essa foi a parte da viagem que me ensinou que eu consigo me virar sozinha efetivamente em qualquer lugar (em que as pessoas falem inglês, pelo menos).

Tirando isso (e meu passeio por Lisse que se resumiu a um moinho), Amsterdã é uma cidade muito charmosa. Os canais que cortam toda ela a tornam mais bonita. Cheia de flores espalhadas por todos os lugares (mas não peguei a época das tulipas!). A cidade da liberdade, em que tudo pode, tudo é permitido. E mesmo assim, vc não vê gente fumando maconha nas ruas, te oferecendo drogas à torto e à direita... Tudo é muito organizado e tudo tem lugar pra acontecer.



Lugares históricos, museus, museus, museus... Lugar em que entrei em contato com a minha história, como judia que sou. Adoro a história de Anne Frank. Não porque a ache bonita (não tem como achar essa história "bonita"), mas é impressionante como uma menina tão jovem tinha uma visão de mundo tão grande. Sobre a impossibilidade de poder ser quem ela era, uma simples moça judia. Eu sei, algumas pessoas vão ler e falar: mas você nem segue a religião! Mas eu também já disse nesse blog umas milhares de vezes: ser judeu é mais do que se voltar pra religião. É um sentimento complexo, é um povo, é uma ligação especial, que só sendo judeu é que dá pra saber como é. Estar naquela casa onde pessoas ficaram escondidas para evitar uma atrocidade foi muito comovente. Segurei o choro muitas vezes. Estar no quarto que era de Anne Frank me trouxe calafrios... E tenho orgulho de hoje poder dizer em voz alta que sim, eu sou judia.

Já cansada e no último dia de viagem me senti na obrigação de ir em mais um museu. Tive que fazer uma escolha, pois já estava exausta e me senti impelida a ir no Van Gogh Museum. Olha, eu, antes dessa viagem, achava que impressionismo não era arte. Mudei de idéia grandão! Como eu amo os girassóis de Van Gogh, como eles me trazem um sentimento diferente! Como toda aquela mistura de tintas forma uma imagem... Cresci no meu gosto de artes também!

E é claro que em terra de Heinekken, imprencidível ir à Heinekken Experience! Achei muito legal o lugar, com cinema 4D de como é feita a cerveja, a produção do suco de cevada e os vários brinquedos tecnológicos que tinha lá. Mais as 3 cervejas inclusas no pacote das quais eu só tomei duas porque fiquei com medo de não conseguir voltar sozinha! Kkkkkk!

Enfim, claro que não dá pra falar tudo dessa viagem num post... Isso é só pra ter uma idéia do quanto eu fiquei maravilhada em com vontade de voltar.

Como em todas as viagens que fiz, claro que aprendi muito com essa. Talvez não mais do que nas outras, mas com certeza, aprendi coisas novas.

Uma delas é que o mundo ainda tem jeito! Conheci uma família maravilhosa de Aracaju, com uma visão fora do normal. Quer dizer, fora do padrão brasileiro. Uma educação, uma finesse imensa. Enquanto estávamos nos mesmos lugares, não me deixaram sozinha. Me fizeram companhia, tive com quem conversar (em português, pra eu não esquecer de vez!). Trocar idéias com o Rodrigo foi o máximo pra mim, pq ele pensa tão igual a mim (e tem umas reações tão idênticas do tipo querer socar gente mal educada! kkk) e tem uma vontade de mudar as coisas tão grandes que fiquei feliz de saber que ainda existem pessoas assim! E que cultura! Acho que ele nem tem idéia disso! Eu agradeço muito a eles e espero poder encontrá-los novamente!

A outra é que eu aprendi, finalmente, o verdadeiro sigficado da frase "nenhum homem é uma ilha" (viu pai, demorou, mas eu aprendi!). É verdade que eu tenho que viver muita coisa por mim mesma. Essa viagem não foi em nenhum momento ruim apenas pelo fato de eu estar sozinha. Ao contrário, isso me deu mais confiança pra viver a minha vida. Porque afinal, se eu consigo do outro lado do mundo, eu consigo aqui também. E também, eu descobri quem eu sou, me encaxei no mundo. Isso só dava pra fazer sozinha mesmo! Sei que não estou pronta e acabada porque o ser humano não é estanque e está em constante mudança. É uma sensação boa de "belonging", e grande parte disso se dá pelo que vou falar agora.

Mas confesso, senti muito a falta das pessoas que me cercam, principalmente na parte final da viagem. Senti falta dos meus pais, da minha mãe me mandando arrumar minhas coisas e do arroz com feijão dela, do meu pai me perguntando onde eu ia, com quem, que horas eu voltava... Até do meu irmãozinho eu senti falta! Das implicações, das discussões de 3 mil correntes de algum caso prático de Direito... Das aulas na PUC, da minha segunda mamis, do chato do Mario (te amo chuchu!) e dos queridos alunos! Das minhas aulas de boxe e thai e das risadas sem fim! Senti muito a falta das minhas amigas, das conversas, das zoeiras, das saídas, das confidências e principalmente da companhia, do estar ao lado simplesmente por estar.

É verdade que eu ainda tô com a cabeça na Europa e quero morar em Londres e passear em Paris nos finais de semana. Mas dessa vez, eu tava ansiosa pra voltar de viagem. Minha família sempre será um motivo pra voltar, sem dúvidas. Mas as minhas amigas de hoje me fizeram fincar raízes aqui. São pessoas que me mostraram que amizade ainda vale a pena (sim Evi, estou te plagiando!).

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Buenos Aires, te quiero!

Faz tempo que não escrevo. Mas também faz tempo que eu não tenho nada para escrever sobre.

Confesso que esse ano eu tirei pra cuidar de mim. Pra viver minha vida e pra fazer o que eu mais amo, que é viajar. Já fui pra Ilha de Páscoa e, mais recentemente, fui pra Buenos Aires.

Fui pra lá com duas amigas. O que me deixou apreensiva no começo. É que depois de fazer duas viagens grandes completamente sozinha, cheguei a pensar que seria difícil ter companhia pra viajar. Achei que ia ser difícil conviver com pessoas, quando me acostumei a ir pra onde eu queria, quando eu queria, etc. Ainda bem que eu estave enganada!

Com certeza o fator companhia foi o que fez essa viagem ser tão marvilhosa quanto foi! As risadas foram inesquecíveis! E no momento que eu mais precisei elas não me abandonaram e ficaram ali do meu lado, firmes e fortes! Já fazia tempo que eu não sabia o que era ter amigas assim!

As outras viagens foram sobre os lugares que eu visitei. Não que Buenos Aires não tenha sido. Eu já havia visitado a cidade no ano passado com a minha mãe. Então já conhecia mais ou menos a capital Porteña. O interessante foi ter pego uma greve de metrô durante toda nossa estadia, o que prejudicou um pouco nossos passeios.

Casa Rosada, Obelisco, Jardim Japonês, Temaikén, Recoleta, Bosques de Palermo, comprinhas na Calle Florida, Caminito, La Bombonera (Timão ê ô!!!), Show de Tango...


 A melhor atração dessa viagem foram as pessoas.

As minhas próprias amigas com quem eu convivi durante 24 horas por dia durante uma semana. Que conheci melhor, de quem eu não quero me separar e que tenho certeza que esta amizade continuará em terras brasileiras!


E as pessoas novas que conheci lá. Estrangeiros de diversas nacionalidades e, é claro, essa praga que eu chamo de brasileiros (tem mais brasileiro que argentino lá, não é possível!). Alguns que lembrarei dando risada, outros que com certeza jamais esquecerei!

Agora, às vésperas de fazer uma nova viagem, desta vez sozinha, me pego com vontade de ter a companhia das amigas comigo. Porque por mais que eu vá gostar de viagem (e eu tenho certeza que eu vou), não vai ser a mesma coisa sem elas!

Rô e Evi, brigada por serem maravilhosas como vcs são! Adoro vocês!

O que aconteceu em Buenos Aires? Bom, o que aconteceu em Buenos Aires, fica em Buenos Aires! ;)

Somente posso dizer: Buenos Aires, te Quiero!

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Um Elefante Incomoda Muita Gente...

Vocês já tiveram um elefante branco na sua vida? Aliás, vocês sabem o que é um elefante branco?

A origem da expressão vem da - pasmem - Tailândia, onde os elefantes brancos são considerados sagrados. O monarca o dava de presente a quem considerava favorito. Entretanto esse presente era considerado ao mesmo tempo uma bênção e uma maldição: uma bênção porque o animal era sagrado e um sinal do favoritismo do monarca pelo cortesão que o recebia, e uma maldição porque o animal não tinha muito uso prático que compensasse o custo de sua manutenção, já que, por ser sagrado, não podia ser colocado pra trabalhar (Fonte: Wikipédia. Sim, eu me rendi).

Transportando aos dias de hoje, elefante branco significa aquela coisa vistosa, grandiosa, aparentemente valiosa, porém, da qual você não consegue se livrar.

Eu me livrei do meu elefante branco na semana passada. Sabe aquela história do "Um elefante incomoda muita gente"? Pois bem, um elefante branco incomoda muito mais. 

Durante quase dois anos parecia que eu carregava esse elefante branco nos ombros. Ter me livrado dele me deixou mais leve e mais livre.

Liberta de amarras. Pronta para reiniciar a vida (mais um novo ciclo dela, na realidade, pois todos que me acompanham sabe que nestes últimos dois anos eu morri e renasci das cinzas).

Enfim... Tchau passado, olá futuro, seja muito bem vindo! =)

**Nota da autora: sei que o post foi curto e parece não fazer muito sentido, mas, eu só queria dividir um pouco da minha alegria com vocês!**

domingo, 13 de maio de 2012

Fantasy Island!

Loucuras. Temos que fazer de vez em quando. É aquilo que dá tempero na vida.

Quando fui ao Chile no fim do ano passado, minha idéia era aproveitar e conhecer a Ilha de Páscoa, ou Rapa Nui, possessão deste país. Só que como em toda Ilha, tudo é caro, a começar pela passagem. Não deu pra ir, e eu acabei indo pro Atacama (not bad at all!). Mas a idéia fixa de ir pra lá permaneceu.

E cerca de um mês depois que eu voltei do Chile, na melhor viagem que eu fiz na minha vida, o Peixe Urbano aprontou comigo. Promoção para Ilha de Páscoa, em letras garrafais. Claro, mais barato do que seria ir por conta. Mas mesmo assim, não era barato. Loucuras. Temos que fazer de vez em quando na vida!

Comprei o pacote. Só pra mim. Sem perguntar pra ninguém se alguém queria me acompanhar (na época eu não conhecia as pessoas que certamente me acompanhariam!). Sim. Eu ia sozinha pra misteriosa Easter Island! =) Mas não para me descobrir, como quando fui pro Chile. Fui pra lá pra curtir um lugar diferente, exótico, que eu jamais sonhei em ver em toda minha vida!

E fui eu lá,com meu malão (com um monte de roupa que eu não usei), embarcar na viagem mais longa da minha vida. 12hs de viagem. 5hs de voô de SP a Lima. 2hs de conexão. Mais 5hs de voô de Lima à Ilha. Pra completar, eu tinha ficado gripada nesse meio tempo!

Cheguei à Ilha 5:40hs (horário local). Tudo escuro. Com uma puta baita fila de imigração, com dois funcionários para atender todas as mais de 200 pessoas que haviam acabado de chegar. Enfim, eu tava tão baqueada nesse momento que já não conseguia mais nem pensar. E fiquei quietinha esperando minha vez, observando os cães farejadores passar entre nós para ver se não encontravam nada.

E aí fui ao encontro da guia, que já me esperava e me colocou na van com todos os outros que tinham comprado o mesmo pacote que eu, e fomos rumo ao hotel. E o primeiro habitante da Ilha a me cumprimentar, no hotel, foi justamente, um gato! Ponto pra Ilha! =)

Eu tava morta da viagem e não poderíamos fazer o check in. Jogaram a gente no saguão do hotel. Lá eu conheci a Solange e a Alice, filha e mãe, que me fizeram companhia a viagem toda e não me deixaram sozinha!

Eu poderia contar que os passeios pela Ilha foram ótimos. Que nem em sonho eu imaginaria um lugar desse na Terra. Que os moais são coisas além da nossa simples compreensão. Que a paisagem é simplesmente maravilhosa. Que a Ilha é diferente de tudo que eu já vi. Mas se nem por foto dá pra ter a dimensão disso, imagina só falando? E é por tudo isso que eu apelidei a Ilha carinhosamente de Fantasy Island!

O fato é o seguinte: eu fui pra Ilha achando que eu já tinha me descoberto. Que eu já estava pronta e acabada, e que agora era só curtir esse momento. Engano meu. Lá eu descobri que nós podemos nos redescobrir sempre, e ultrapassar obstáculos que nunca imaginamos que pudéssemos fazer antes. E fazer coisas que nunca pensamos também.


Bom, a maioria das pessoas que me conhece sabe que quando se trata de mato, insetos e afins eu sou muito fresca, medrosa e saio correndo até de borboleta (sim, eu morro de medo de borboleta). 

Mas não foi na Ilha que eu descobri que conseguia deitar na grama sem ter medo nenhum de que algum bicho estranho pulasse na minha jugular? E que eu conseguiria entrar numa caverna totalmente escura, sem sequer pensar nos perigos que podiam ter lá (tipo, morcegos! rsrs). Aliás, em tempo, nunca achei que fosse usar a lanterna do Iphone pra algo que realmente fosse útil!

E... Eu comi camarão e passei a gostar! (eu sempre falei que não gostava de camarão!). E ainda no quesito comida: eu comi uma refeição que era preparada simplesmente com pedras vulcânicas quente e que ficava enterrada debaixo do solo.

Enfim. É isso. Essa viagem me deu a oportunidade de me redescobrir. De saber que eu consigo ultrapassar os dogmas que eu impus a mim mesma. De saber que eu simplesmente posso mudar de opinião, e que isso não representa o fim do mundo. Que eu sou capaz de transpor os obstáculos que eu mesma impus a mim.

E à Ilha de Páscoa, eu sempre agradecerei por ter me ensinado isso! Porque da minha loucura, eu redescobri a minha razão!